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domingo, 24 de junho de 2012

Filhotinho de tigre nasce em cativeiro.


O novo bebê do Zoológico de Minessota é um tigre amur, também conhecido como tigre siberiano


Editora Globo
A nova estrela do Zoológico de Minessota // Crédito: Divulgação Minessota Zoo
Simba? Não, na verdade este filhotinho não é de leão, e sim de uma espécie de tigre ameaçada de extinção, o tigre Amur, também conhecido como tigre siberiano, encontrada em regiões da Rússia e da China. A bolinha de pêlos nasceu no Zoológico de Minessota, nos EUA, no dia 17 de junho.

A mãe do tigrinho teve dois filhotes – um morreu pouco depois do parto (um terço dos tigres não sobrevive aos 30 primeiros dias de vida)  e este está sendo criado pelos veterinários do zoológico, já que a fêmea que deu à luz a ele não tem instintos muito maternais.

O filhote ainda não teve o nome divulgado, mas um vídeo dele sendo amamentado já circula pela internet. Confira:

Galileu

Animais exóticos

       Lula de vidro. Pode ser encontrada no oceano Atlântico Possui, órgãos luminosos dentro dos olhos esbugalhados. Ao contrair-se, transforma-se numa bola. É a presa favorita de muitos peixes e baleias. Habita regiões entre 1 600 e 2 400 metros de profundidade.

Divirtam - se !!!


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Importância do acompanhamento veterinário

 Não é possível medirmos a importância do acompanhamento de um médico veterinário na vida de um animalzinho. É preciso manter,seja o gatinho ou o cachorrinho e outras tipos de bicho sempre em dia com a vacinação, e quando ele está doente  é o veterinário que irá receitar o remédio especializado na cura para que o pior não aconteça.
        A ida frequente no veterinário é também importante para manter a aparência e vacinar, evitando acidentes como a transmição de raiva e outras doenças para as pessoas que vivem com o animal com a doença.





A Grande Batalha


A grande batalha

Cães e gatos. Como dois bichos tão diferentes convivem tão bem conosco? Quem é o mais evoluído? Qual é o animal certo para você? A ciência descobriu as respostas

Revista Galileu
 Shutterstock

Quem é melhor? O cão ou o gato? 

Durante muito tempo, a dúvida essencial do mundo animal (de estimação) pertenceu quase exclusivamente ao terreno dos botequins e das salas de espera dos veterinários. Nas últimas décadas, a ciência gastou esforços com as lupas e os microscópios voltados a animais exóticos, grandiosos, assustadores e extintos. Enquanto isso, nossos companheiros mais fiéis ficavam de canto, roendo osso ou bolas de lã. 
Pois tudo isso é passado. 

Nik

De 20 anos para cá, aprendemos mais sobre nossos companheiros do que nos 11 milênios de convivência anterior. Esse despertar dos cientistas para o mundo dos bichos atuais tem um marco: a clonagem da ovelha Dolly, em 1996. A partir daí, as conclusões a que os especialistas chegaram permitem solucionar discussões clássicas dos pet shops: o gato é mais inteligente que o cão? Quem é mais companheiro? E quem é mais popular e "falante"? 

Nas páginas a seguir, Galileu responde: 
 Você é de cão ou de gato? 
Ok, não precisa atirar o pau no gato nem na gente. O gráfico abaixo é uma brincadeira baseada um tantinho em observação e um tantão nas características que especialistas em animais observam nos donos dos bichos. Acompanhe e veja onde você se encaixa: 
Revista Galileu
clique aqui para ampliar





 Quem está conosco há mais tempo? 

Na longa trilha de sofrimentos e saltos evolucionários, o homem dividiu sua solidão primeiro com os cães. Os cachorros, aliás, ganham em quantidade e qualidade de tempo. “Eles compartilham nossa casa e comida muito antes do que os gatos”, diz Karen Overall, do Centro de Neurologia e Comportamento da Universidade da Pensilvânia, nos EUA. 

A análise do DNA canino indica que eles derivaram de um tipo de lobo há cerca de 135 mil anos. A divergência genética aumentou consideravelmente 50 mil anos atrás, e existem restos de cães próximos a fósseis humanos datados de 31 mil anos. Em setembro passado, o Royal Institute of Technology de Estocolmo, na Suécia, publicou um estudo afirmando que a domesticação dos cachorros aconteceu há 16 mil anos. Cientistas mais conservadores dizem que os cães fazem parte da nossa família de forma definitiva há cerca de 11 mil anos. 

“Demorou para o gato entrar em casa”, afirma Overall. “E nós os suportávamos porque eles caçavam ratos.” Um trabalho realizado em 2007 indica que nossa relação com os bichanos começou 9.500 anos atrás. Os gatos caseiros surgiram na região entre Iraque e Israel há uns 6 mil anos, e desde então nos acompanham, mas não muito de perto. 

Na Idade Média, por exemplo, era arriscado ter um. Como as casas com gatos tinham menos roedores transmissores de doenças, seus donos morriam menos, e muita gente acabava atribuindo essa saúde à bruxaria. 


 Quem é mais popular? 

Se você apostou nos cães, errou. Existem 600 milhões de gatos domesticados no planeta. Os cães são 400 milhões. Nos dez países com maior número de felinos, eles somam 240 milhões; já o top ten das nações caninas acumula 173 milhões. Nos EUA, são 82 milhões de gatos para 72 milhões de cães. Ponto para os felinos? Não! No Brasil, a preferência nacional inverte a ordem mundial. Aqui, são 16 milhões de bichanos contra 20 milhões de cachorros. 
Revista Galileu
 Quem tem os sentidos mais afiados? 

Nik

A humanidade foi bem parcial neste quesito. Ao longo da história, demos uma forcinha à seleção natural criando e alimentando cães que ofereciam melhor capacidade visual e auditiva — uma boa pedida para os tempos em que os animais vigiavam plantações ou caçavam. Mas não adianta: os gatos são mais ligados no mundo que os cerca. Um cão pode ter até 300 milhões de receptores de cheiro no nariz, bem acima dos nossos pobres 5 milhões. Mas um gato médio, com 200 milhões, tem a conexão entre esses receptores mais bem resolvida. Resultado: eles identificam mais cheiros, e de mais longe. A visão dos dois perde para a nossa durante o dia. Em compensação, à noite, os cães identificam cinco vezes mais diferenças de iluminação do que os humanos. Já os gatos têm a visão seis vezes melhor que a nossa. Na audição, outro ponto para os felinos: eles ouvem de 45 hertz a 64 mil hertz, contra uma amplidão canina de 67 hertz a 45 mil hertz. 




 Quem tem mais neurônios?* 

Isso quer dizer que o gato é mais inteligente que o cão? 
Nik
*neurônios do cortex cerebral

Na verdade, não. De fato, o gato ganha em neurônios na parte que mais importa para essa disputa, o córtex cerebral. Mas quem disse que quantidade é sinônimo de inteligência? Se aplicarmos os conceitos de inteligência usados em humanos, a coisa muda de figura. Os cães têm um senso de orientação mais afiado. Um estudo do Instituto de Ecologia e Evolução A.N. Severtsov, em Moscou, apontou que boa parte dos 35 mil cães de rua moscovitas são capazes de pegar o metrô e descer nas estações que lhes interessam. Eles sabem onde, de acordo com o horário do dia, é mais provável encontrar abrigo e comida. E não se iluda com a cara de bobo que os cães fazem: não é que eles não entendem algumas brincadeiras; os totós só querem realizá-las coletivamente, como uma matilha, por isso esperam uma ação de outros cachorros (ou a do dono). 




 Quem fala mais? 

Tigres e leões não miam como gatos domésticos. Nossos felinos desenvolveram a capacidade de usar tipos de sons para pedir comida, atenção ou socorro. “Provavelmente, os primeiros gatos dos humanos emitiam essas ondas sonoras para se comunicar com a mãe. Com o tempo, começaram a usar conosco”, afirma Melanie Glocker, do Instituto de Biologia Comportamental da Universidade de Münster, na Alemanha. 

Mas os cães superam os adversários. Eles não só vocalizam uma maior variedade de informações como são capazes de interpretar palavras humanas. Em extremos, como o de alguns border collies, chegam a identificar 300 objetos pelo nome. 

Mas há quem defenda um empate. É que, no relacionamento com humanos, os gatos são mais eficientes. “O repertório pode ser menor, mas eles conseguem nos manipular com mais facilidade que os cães. Tente ler um livro com um gato faminto por perto e você vai entender”, diz Adam Miklosi, chefe do departamento de etologia da Universidade Eötvös, em Budapeste, Hungria. 
 Quem é mais sociável? 

Nik

Se os cães são mais inteligentes do ponto de vista dos seres humanos, talvez seja porque os gatos não estão nem aí para esse tipo de competição. Daria quase para dizer que os gatos têm uma espécie de arrogância. E uma arrogância, ainda por cima, com um bocadinho de malandragem. Quer ver? 

Se existem milhares de pesquisas com cães sobre a capacidade de solucionar problemas, com os gatos elas são raras por um motivo muito simples: eles não colaboram. O pior: os felinos, quando percebem que são observados, alteram seu comportamento, seja para fazer o que aquele humano de jaleco espera, seja para tirar um sarro da cara dele (os cientistas ainda não sabem qual opção escolher, mas quem é dono de gato apostaria na segunda: eles estão tirando sarro!). 

Tente adestrar um gato. Você vai confirmar o que todo mundo já sabia e agora os especialistas confirmam: eles toleram a convivência humana. “Os cães são muito mais sociáveis”, diz Jaak Panksepp, o neurocientista da Universidade de Washington, EUA, que identificou seis diferentes estados emocionais em cães. “Enquanto que os gatos não atrelaram seu desenvolvimento ao nosso.” 

De fato, sabe-se há décadas que, ao contrário de gorilas e golfinhos (dois animais inteligentes que aprendem na base do esquema desafio-recompensa), os cães são capazes de aprender observando e imitando comportamentos — uma estratégia que costumamos chamar de pedagogia. 
Já com os gatos é preciso utilizar estratégias para domá-lo. Como? Com uma mistura de desafio-recompensa e o estabelecimento de regras e locais para ele dominar — e mesmo assim, sem muito sucesso: o gato vai se esgueirar pela cama do dono, vai sentar em cima do seu jornal e vai fugir por uns dias de vez em quando. Mas isso está mudando... 




 Fator Shrek 

... e a favor dos bichanos! Na medida em que o convívio com os humanos aumenta, mais gatos estão descobrindo formas de nos manipular. Não é preciso ter um felino para entender essa estratégia, batizada de “fator fofura” (sabe aquela carinha de pena que o Gato de Botas faz em Shrek 2?). Os gatos sabem que adoramos vê-los fazendo coisas tão bestas quanto tomar um banho na pia (dê uma olhada na quantidade de vídeos desse tipo no YouTube). “Cães e gatos, mas muito mais os gatos, aprenderam a imitar trejeitos de bebês para nos agradar. Eles já têm características parecidas, como cabeça larga e redonda e olhos grandes, e agora sabem como explorar melhor essa semelhança”, diz Melanie Glocker. 



 Quem é mais útil? 

Gatos caçam ratos, e ratos trazem doenças. A cada ano, os 7,7 milhões de gatos do Reino Unido matam 188 milhões de animais (além de ratos, aves e sapos). São 25 mortos por gato. Cães, por outro lado, caçam, guardam a casa e funcionam como policiais — você não vê gatos nos aeroportos procurando por drogas, vê? Aqui a polêmica também é complicada. Afinal, os felinos não são mais úteis para nós porque não podem ou simplesmente porque não querem? Além disso, a companhia que eles oferecem e o prazer que proporcionam para seus donos não deixa de ter uma grande utilidade emocional. Está comprovado que ter um gato diminui o nível de estresse e ajuda a baixar a pressão sanguínea. Se bem que a presença dos cães faz a mesmíssima coisa. Quer saber? Ponto para os cães! 

 Só cães e gatos são inteligentes? 

Nada disso. Outros animais têm capacidades espantosas 
Nik
PAPAGAIO: Ele não repete apenas o que as pessoas falam. Memoriza palavras e símbolos, aprende regras de gramática e sabe contar.
Nik
MACACOS: Esqueça a história de que a diferença entre humanos e animais é que nós sabemos construir ferramentas. Nossos primos também fazem as suas. Orangotangos já criaram artefatos para capturar animais entocados e usam flores para montar travesseiros.
Nik
GOLFINHOS: Eles também têm uma linguagem rica e extremamente elaborada. Nos anos 1980, o fisiologista Louis Herman defendeu que são capazes de brincar - coisa que os polvos também fazem.
Nik
OVELHAS: Elas têm ótima memória visual. Se agredidas por uma pessoa, fogem quando colocadas diante da fotografia do sujeito.
Nik
ELEFANTES: Eles têm depressão e traumas de infância. Nas localidades da África e da Índia onde manadas foram caçadas, os órfãos formaram gangues agressivas, que invadem e destroem vilarejos. É, eles realmente não esquecem! E segundo um estudo da Universidade de Emory, nos EUA, um elefante, ao observar um espelho, consegue entender que a imagem ali é a dele, e não de outro bicho.




 Quem polui mais? 
Em tempos de aquecimento global, a pegada ecológica dos bichos entra na conta. E aqui a notícia é bem assustadora. Veja só: 
ÁREA VERDE* NECESSÁRIA PARA ALIMENTAR...
(em hectar por ano)
Revista Galileu
* Área verde é a quantidade de terreno ocupada para gerar recursos (ou a ração) capazes de sustentar o bicho. No caso do carro, é a área ocupada pelas árvores que teriam de ser queimadas para gerar o combustível necessário para ele rodar. Para a TV, é a área usada para gerar a energia que ela consome em um ano. 

(Fonte: Time to Eat the Dog: The real guide to sustainable living, Robert e Brenda Vale, Thames & Hudson, 2009)




 Eles podem viver juntos? 
Está aí um dos poucos quesitos em que as pesquisas recentes desafiam o senso comum. Eles podem, sim! E muito bem — mesmo que seja no esquema do personagem Garfield, que sempre abusa do cãozinho Oddie. De acordo com um estudo da Universidade de Tel Aviv, em Israel, alguns fatores ajudam a estimular o bom convívio. Tudo fica mais fácil se o gato for adotado antes do cão, ou os dois se conhecerem jovens (o gato com menos de 6 meses e o cão com até um ano). 
Nik

Revista Galileu
Galileu,Rio de Janeiro,n.224,p.48-51,mar.2010.